O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 15/08/2020

A busca por padrões estéticos é algo que é massivamente imposto nas mídias sociais brasileiras. O cantor Tiago Iorc em sua música “Desconstrução” retrata que a necessidade de perfeição no meio midiático, não satisfaz o ego. Ou seja, é nocivo e inútil pra quem se sente pressionado nesse contexto. A padronização da imagem é uma realidade frívola que impõe direta e indiretamente o ideal estético e corporal. Nesse viés, nota-se que a imposição superficial da imagem, pode trazer transtornos alimentares e estes por sua vez, afetam o físico de quem o sofre e acabam por comprometer o bem estar.

Em primeiro lugar, infere-se que o incentivo que está principalmente nas mídias sociais para um padrão único e perfeito, pode ser um gatilho para algumas pessoas, e estas por sua vez ficam mais suscetíveis a transtornos alimentares como a anorexia. O filme “O Mínimo Para Viver”, retrata a realidade de uma jovem anoréxica que compromete sua saúde justamente em busca de um padrão corporal aceitável. O comportamento nocivo retratado nesse filme é um reflexo da realidade de muitas pessoas que desenvolvem esse problema procurando o corpo perfeito.

Ademais, é indiscutível o peso da influência que os padrões impostos pela sociedade são gatilhos para desenvolvimento de transtornos alimentares, sendo destacada a anorexia. Esta, por sua vez, é um problema sério para o funcionamento do corpo humano, visto que é por meio da alimentação que se consegue nutrientes importantes para o funcionamento do corpo. Uma dieta pobre de nutrientes compromete os processos bioquímicos do corpo, já que este precisa do que a alimentação fornece. Uma consequência disto é o enfraquecimento do sistema imunológico, deixando a pessoa exposta a diversas doenças, afetando a qualidade de vida da mesma.

Portanto, percebe-se o quão nocivo é o culto à aparência de forma padronizada e como isso afeta a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde em parceira com as mídias sociais criar programas que vise à valorização da singularidade estética e corporal de cada indivíduo. Cabe ao Ministério também, atuar em conjunto do SUS para criar leis que facilitem o acesso médico adequado para pessoas que sofrem com transtornos alimentares. Desta forma, a busca incessante por um padrão estético ideal e suas consequências negativas não serão mais realidade no Brasil.