O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/09/2020
A cultuação do corpo perfeito e padronizado acontece desde antigamente e hoje com a pressão estética da mídia isso se agravou muito mais, a cantora e compositora Melanie Martinez por exemplo, aborda esse tipo de pressão na música “Mrs. Potato Head”, onde diz “Um rosto bonito vai tornar as coisas melhores? Ninguém irá te amar se você não for atraente” que relata e ironiza justamente a idealização da beleza ideal e modificada com procedimentos cirúrgicos.
Essa situação é problemática pois muitas meninas principalmente se sentem na obrigação de seguir esses padrões para serem aceitas e optam por métodos prejudiciais como, jejum intermitente, anabolizantes, vômitos após as refeições que futuramente agravam para uma anorexia ou até mesmo um óbito. Isso está ligado diretamente com a educação das garotas desde novas, a serem vaidosas e agirem de forma delicada, acarretando assim a sexualização precoce de crianças, baixa auto estima, problemas psicológicos e de saúde.
A mídia é um fator principal para esse tipo de cultuamento, apresentando corpos desejáveis e mulheres jovens, além de ser considerada racista pela minoria pelo fato de que as mulheres retratadas em propagandas e revistas quase nunca são negras, nem acima do peso, porque as grandes marcas acreditam que expor uma mulher fora do padrão, não irá gerar lucros nem fascínios da sociedade para adquirir o produto, e é aí que entra o capitalismo e marketing, exibindo algo “bonito” para atrair o consumo.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. A Secretaria Especial de Comunicação Social juntamente com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) deveriam controlar com mais severidade as propagandas que reforçam padrões estéticos irreais e que incitam o consumo exacerbado de cosméticos e cirurgias para modificar a aparência. As grandes empresas de moda deveriam abranger as diferentes raças e idades, dando visibilidade à mulheres negras e idosas de apresentar os produtos, para que outras se sentissem representadas.