O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 01/11/2020

A padronização da beleza humana teve início na Grécia Antiga, em que o modelo de beleza ideal deveria combinar equilíbrio e harmonia. Sob tal ótica, pode-se afimar que esse cenário ainda se encontra no século XXI. Diante disso, ressalta-se que a mídia é um dos fatores que sustentam esse modelo estético, fato que causa enorme cobrança nas mulheres e influencia na busca por um corpo ideal.

Em primeira análise, cabe destacar que, de acordo com a ISAPS, o Brasil é o segundo país que mais realiza procedimentos estéticos. Nesse sentido, tem como causa a constante cobrança às mulheres para o alcance dos padrões impostos pela sociedade. Para comprovar tal aspecto, pode-se citar uma pesquisa realizada pela marca Dove, a qual destacou que 83% das mulheres sentem-se pressionadas. Com isso, é notório que essa exigência da padronização estética fica cada vez mais impregnada na sociedade, o que torna essencial a desconstrução desse conceito.

Em segunda análise, vale ressaltar que o estigma do corpo perfeito é imposto pela mídia todos os dias, e pode implicar na diminuição da aceitação corporal dos indivíduos e em transtornos alimentares. Nesse contexto, Rousseau já dizia: “A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. Tal máxima torna-se verdadeira devido à mídia influenciar as pessoas na busca por padrões de beleza por meio da indústria cultural, a qual tem uma visão específica de um corpo perfeito. Assim, com o intuito de se moldar ao padrão estabelecido, casos de anorexia e bulimia podem ser acarretados.

Portanto, é essencial que medidas sejam realizadas. Logo, cabe à mídia, devido ao grande poder de influenciar os cidadãos, desconstruir esse padrão imposto por meio de propagandas educativas nos canais de comunicação, a fim de superar os ideais de beleza de modo a garantir a harmonia da sociedade. Ademais, cabe ao Ministério da Educação em parceria com ONG’s promover projetos educativos que visem debater sobre o limite entre estética e saúde, mediante visitas às instituições de ensino com a realização de palestras que influenciem o processo de auto-aceitação. Somente assim, será possível desconstruir o cenário similiar ao da Grécia Antiga.