O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/11/2020
As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. A Idade Contemporânea trouxe várias mudanças e inovações, dentre elas a construção e o fortalecimento de padrões estéticos, em centro urbanos, até então adotados e compreendidos majoritariamente pelas nobrezas aristocráticas. A consolidação dessa concepção pode trazer inúmeros malefícios à sociedade, tornando necessário um debate acerca de seus aspectos. Sendo assim, é preciso pontuar, de início, que, segundo o filósofo Karl Marx, o pensamento prevalecente em uma sociedade é comumente imposto pela classe dominante. Os padrões de beleza, idealizados pela elite, não são de fácil acesso às classes menos privilegiadas, essas normalmente se sentindo lesadas por não reproduzirem um arquétipo de estética. As imposições da sociedade, que dobram a busca pela beleza, oprimem os que não se encaixam nesse padrão, tendo como consequência o aumento do número de casos de depressão, ansiedade, suicídio, entre outras mazelas. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) deverá regular propagandas que incitem a adoção de padrões estéticos com maior rigidez, promovendo a diversidade de aparências. O Ministério da Educação, aliado as escolas da rede pública e privada, deverá realizar palestras educativas, ministradas por professores e educadores, que abordem o tema.