O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/11/2020

Nos tempos atuais, o Brasil comanda o ranking mundial de cirurgias plásticas, de acordo com a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).

De acordo com as pesquisas do (ISAPS), os procedimentos cirúrgicos mais populares entre os cirurgiões é a mamoplastia de aumento, lipoaspiração, blefaroplastia (cirurgia de pálpebra), lipoescultura e a rinoplastia (cirurgia de nariz). O nosso território brasileiro possui o primeiro lugar em modificação corporal, pois possuímos o recorde de 12,9% de procedimentos cirúrgicos e 14,9% de procedimentos não cirúrgicos, passando na frente dos (EUA) com 12,5% , México com 4,2%, Alemanha com 3,0% e Colômbia com seus 2,5%. Essa comparação foi feita a partir de mais de 23 milhões de cirurgias plásticas realizadas nesses mesmos países.

Em alguns casos, os brasileiros buscam além de procedimentos médicos, o uso de suplementos e anabolizantes sem o acompanhamento devido, tudo para buscar o corpo ideal visto pela sociedade. Na maioria dos casos as mulheres exercem uma certa pressão pelo sonho de um estilo corporal melhor e mais refinado. Essa pressão é mais forte em mulheres de 33 a 37 anos de idade, com uma porcentagem de 92% no país. E dos 18 aos 32 anos, essa média intercala de 81% a 84% de pressão, a população feminina representa 87,2% das cirurgias plásticas com o foco da aplicação da toxina botulínica em variadas partes do corpo como nos lábios e em algumas regiões para melhorar seu perfil social e ficar mais bonita para si mesma ou como na maioria das vezes, para o público.

Uma forma de melhorar e diminuir esses casos, seria através da conscientização da população de que não deveria existir um estereótipo, pois é raro nos dias de hoje encontrarmos alguma pessoa que não se importe com a opinião da sociedade em se vestir ou ficar com um corpo plausível aos olhos das pessoas em geral.