O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 13/11/2020
Como exemplo de padrões de beleza temos Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor; quando por volta dos anos 40 eram o ícone feminino com as curvas acentuadas e os cabelos encaracolados. Desde sempre houve essa estética de beleza, porém, sem percebermos isso acarreta vários distúrbios para quem leva esse padrão de beleza muito a sério. Como os problemas de saúde e os procedimentos cirúrgicos que podem dar errado.
Nota-se que muitas pessoas têm se arriscado cada vez mais para se encaixar no padrão estético de beleza que é imposto pela sociedade. Muitas vezes vemos mulheres muito magras mostradas em revistas e sites sem nenhum defeito corporal, já que a construção de modelos ideais, que serve para vender mais mercadorias, e isso faz com que muitas mulheres sofram consequências sérias e contribuam para o desenvolvimento de transtornos alimentares para estar de acordo com esse tipo de corpo. Os principais tipos de transtornos alimentares são: anorexia, bulimia e vigorexia, causando a perda de peso excessiva e doentia.
A busca de uma cintura perfeita, uma barriga lisa, lábios carnudos e glúteos, pode acarretar consequências permanentes ao corpo. Pois, as cirurgias podem não dar certo; como foi no caso de Maria José Medrado de Souza Brandão, de 39 anos, que faleceu em Goiânia após aplicação de um produto nos glúteos. E de acordo com a última pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, de 2011, os dois procedimentos mais realizados no Brasil são a lipoaspiração, 23,32% do total, e prótese mamária de aumento, 16,45%. Considerando que há cerca de 12 mil pessoas sem qualificação realizando cirurgias plásticas no Brasil, o que coloca seus pacientes em risco de deformidades e erros irreversíveis.
São muitas escravas de uma beleza ideal, perfeita, inalcançável, que é colocado como zona de atração e como padrão de beleza, não passa de uma construção social imposta na sociedade. O tratamento recomendado para os diversos transtornos alimentares é um trabalho com uma equipe multidisciplinar com nutricionista, educador físico e um psicólogo. Além disso, a fiscalização, pelo Conselho Federal de Medicina, das pessoas que não têm qualificação é necessária, assim amenizando casos de cirurgias com erros irreversíveis e até mesmo óbitos.