O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 13/11/2020

“Sua carne não te define” é um verso de uma canção do grupo “francisco, el hombre”, porém, há aí uma controvérsia com a sociedade contemporânea, em que se vê uma cultura de exaltação de certos padrões físicos. Sendo o machismo tão enraizado na sociedade, esse sistema atinge mais diretamente as mulheres, provocando problemas de autoestima e confiança que refletem negativamente na própria sociedade.

Infelizmente, ainda se observam diversos aspectos do machismo no cotidiano. No ambiente de trabalho, um exemplo é quanto a aparência das mulheres. De acordo com a Edelman Intelligence, em 2016, 63% das mulheres ao redor do mundo acreditavam necessitar de uma determinada aparência física para terem sucesso. Contudo, a questão é que este modelo a ser seguido é distante da maioria. Para algumas teóricas do assunto, isto é um reflexo do controle exercido pelo patriarcado sobre estas mulheres, que adoecem na busca de atingir tais padrões.

O ideal de belo retratado pela mídia, que tem como uma de suas bases a magreza, é sacrificante e perigoso, visto que milhares de pessoas adquirem transtornos alimentares e psicológicos devido a ele. Do ponto de visto econômico, ele pode ser bom pois é lucrativo para indústrias como a dos cosméticos. Entretanto, ao se ter tão grande parte da população seguindo um ideal que, muitas vezes, chega a ser doentio, a sociedade como um todo passa a também estar doente.

Em suma, para que o culto a determinados padrões corporais no Brasil se extinga, é necessária ação da mídia no combate a modelos que excluam certos corpos. Veículos como revistas e novelas, através do serviço que entregam à população, precisam fomentar a diversidade e novos modelos livres de padrão, no intuito de incentivar a autoestima das mulheres, assim cooperando para uma sociedade mais saudável.