O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 12/11/2020

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, 70 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de transtorno alimentar, sendo 4,5% do Brasil. E com base no American Journal of Psychiatry, pode-se dizer que se trata de uma epidemia feminina, pois apenas 10% são homens, podendo ser causas afetadas como consequência de ações ofensivas da sociedade devido a padronização social que destaca aqueles que não se encaixam no padrão exigido, tanto homens quanto mulheres.

Além disso, geralmente causas como a bulimia e anorexia, acontecem quando o indivíduo não se sente confortável com o seu corpo ou estresses do dia a dia como excesso de trabalho, desconforto ou fora da padronização aceita pela sociedade no Brasil chegando até em um nível que é efetuado o bullying, logo é ensinado com o passar do tempo que possuir um corpo magro, é sinal de “saúde e bem-estar”, já corpos acima do peso demonstram imperfeições e um corpo “não saudável” de acordo com estudos e pesquisas feitas com 90 mulheres em diferentes grupos e diferente pesos, oferecido no site BemParana.com. Com essa analise os indivíduos que sofrem essa diferença de padrão podem começar a comer baixíssimas quantidade calóricas que o seu corpo necessita, ou levar pessoas a fazerem plásticas para se parecerem como um indivíduo saudável esteticamente.

“A felicidade do corpo consiste na saúde, e a do espírito, na sabedoria.” Essa frase dita por Tales de Mileto nos mostra um ensinamento sobre a relação para se ter uma vida saudável, não se importando com as críticas dadas aos arredores, e se cuidando fisicamente. Porém não está visivelmente nas redes sociais no Brasil, assim levando em consideração apenas a estrutura corporal que é apresentada em uma foto, sendo julgada como “saudável” ou não, podendo ser alvo de ofensas até mesmo nas escolas devido a raça, etnia, questões estéticas, gênero ou devido a outras diferenças de padrões sociais, muitos alunos hoje estão sujeitos à diversos preconceitos e consequências citados no segundo parágrafo, que podem aparecer ou se desenvolver ao longo da sua vida.

Concluindo, para diminuir a pressão de ter um “corpo perfeito” é preciso que seja criada uma campanha de aceitação corporal. Que atinja o seu objetivo junto com o Ministério da Saúde, Fazer com que motive vitimas que sofrem com tal problema a participarem, aceitando também influenciadores que lutem e levantem a causa, até que possamos encontrar em diversas mídias sociais espalhadas e motivadas por diferentes pessoas em diversos estados, chegando até eles com tráfego orgânico e copytwriting para que chame a atenção de todos que ouvirem falar sobre a causa, assim conscientizando elas a participarem de um movimento que naturalize no país diferentes tipos de corpos.