O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 13/11/2020
Sabe-se que, ao decorrer das décadas, torna-se ainda mais frequente o anseio pelo corpo padronizado, juntamente dos sacrifícios exigidos para conquista-lo. Isto é, o ser humano cada vez mais busca atingir o padrão exposto por modelos e influenciadores, corpos completamente fora do contexto natural, que na realidade são moldados por diversos procedimentos estéticos.
Ao longo do tempo, o culto a padronização tem ganhado grande proporção por todo mundo, junto a isso, uma enorme obsessão pelo inatingível corpo magro que não só, é desejado pelas estruturas corporais, mas também faciais e capilares. Eles tais tão almejados por grande parte dos indivíduos presentes na atualidade, porém, quando não conquistados, desencadeiam demasiados sentimentos indesejados, tais como a angústia, medo da rejeição, insegurança, a tristeza, e a falta de autoestima.
Salienta-se que, o sacrifício exigido para alcançar essa meta corporal, interpretado de forma exagerada, acaba desencadeando sérios problemas de saúde, ponto de extrema importância, porém, ocasionalmente ignorado. Em síntese, jovens e adultos buscam por dietas radicais e rápidas, mas que por consequência inesperada rompem com o desejado, como um noticiário em 2019 apresentado pelo canal Globo: “Mulher morre após se submeter a dieta radical e perder 45 quilos em menos de seis meses”. E apesar de finais malquistos, ainda assim, algumas dessas práticas dispõem de inúmeros seguidores. Por conseguinte, existe um tremendo esforço para que a fantasia do corpo perfeito seja esquecida.
Em suma do culto a padronização corporal, juntamente do incomodo, desagrado e perigo que consigo traz, é de crucial importância a participação de jovens, adultos, homens, mulheres, na luta diária pela fragmentação desse padrão de estética. Isto é, conformando-se com a realidade dos corpos, tanto na internet e televisão, mas como também no cotidiano.
Na atualidade, um conflito da influêncer Mari Ferrer, caso de uma jovem que acusou de estupro o empresário André Camargo Aranha, e apesar de apresentar inúmeras provas, foi questionada e desrespeitada, principalmente por possuir fotos “vulgares” em sua rede social. Isto é, a padronização corporal no Brasil, insiste em apontar que uma mulher que publica alguma foto de biquíni ou de roupa curta não é uma mulher de respeito.