O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 13/11/2020

Como diz a música “Empty” do canal do YouTube “Boyinaband”: “Só porque você sabe que é daltônico não significa que pode ver as cores”, e “Se fosse pedir ajuda, isso não te faz fraco”. A busca pelo corpo ideal padronizado pela sociedade causa com que as pessoas se machuquem, e se sintam envergonhadas do mesmo, a ponto de não quererem ajuda.

De acordo com uma pesquisa realizada pela “Dove” (2016), 83% das mulheres do mundo se sentem pressionadas a terem um corpo ideal, e a partir de outra pequisa condicionada pela “ANAD”, cerca de 9% da população mundial sofre de algum transtorno alimentar devido à essa pressão. Uma “Youtuber” chamada “JaidenAnimations” fez um vídeo documentando sua experiência. Os transtornos alimentares começam pequenos, por uma auto-imagem corporal excessivamente desfigurada. Após ela piorar, a pessoa pode saber que têm um transtorno, mas não é por isso que ela vai procurar ajuda para parar, elas se sentiam envergonhadas do transtorno, e da própria imagem.

Em segunda mão, a gigante explosão de redes sociais nas duas últimas décadas borrou a linha entre o privado e o público. Hoje em dia, acessar a vida de alguém ficou mais fácil que nunca. É em redes sociais como o “Facebook”, e principalmente “Twitter” e “Instagram” que se vê essa idealização do corpo perfeito, fotos assim são repletas de “Likes” e comentários, e ultimamente anda-se popularizando a comercialização disso, onde se paga só para ver imagens sensuais, ou até normais de alguém. Alguém que não se sente tradicionalmente bonita é provável que vá se sentir mal ao ver algo assim, pessoas como ela não recebem muitos “Likes” e comentários, e isso pode realmente afetar sua auto-imagem.

Portanto, é necessário que se realize palestras em lugares onde essa porcentagens de pessoas jovens que tem mais tendências a transtornos alimentares é mais alta, como na escola, sobre a importância da auto-realização, e do incentivo à procura de ajuda, sendo amigos, família, ou terapia profissional.