O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 20/11/2020
A cantora Meghan Trainor, por meio da canção “All about that bass”, idealiza que as mulheres tem beleza própria e cada pedacinho delas são perfeitos, fazendo com que estabeleça uma sociedade mais justa e coesa. No entanto, o que é visto na atualidade é antagônico a reflexão da produtora musical, visto que o culto a padronização corporal, no Brasil, apresenta entraves, os quais impedem a concretização das ideias impostas por Trainor. Dessa forma, fatores como a mídia, além da conscientização social, propagam esse problema pelo âmbito nacional.
Em primeira análise, a mídia evidencia uma forte relação coma ocorrência dessa situação. Sob viés, hodiernamente, na doutrina artística é perceptível ver mulheres magras, de rosto fino e nariz inclinado conhecidas como “padrão” da sociedade. Bem como, homem malhado, olhos verdes e com sorrisos estéticos, inferindo que deve ser cotado e restringido a visualização de novos leques de corpos e personalidades na mídia. Assim, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Faz-se mister, ainda, salientar a conscientização social como impulsionador dos impactos negativos na sociedade. Nessa perspectiva, na Grécia antiga em que a valorização do corpo atlético era intensa. Na contemporaneidade das tecnologias de informação gerou um aumento expressivo da divulgação e da cobrança e cerca dos modelos estéticos, ocasionando diversos transtornos aos indivíduos que fogem desses padrões. Isso prova o preconceito enrustido e o descaso frente à essa questão.
Infere-se, portanto, que o culto a padronização corporal é um grande mal que precisa ser mitigado. Logo, para que isso ocorra, o MEC juntamente como Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do ensino médio, por meio de entrevistas com vitimas que procuraram o corpo " padrão" se se arrependeram, bem como especialistas no assunto. Com o objetivo de trazer mais lucidez sobre ao culto do corpo padronizado e atingir um público maior com Webconferências nas redes sociais. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista pra diferença, pois, como constatou Hannh Arendt: “A pluralidade é a lei da terra”.