O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 23/11/2020
O filme ‘‘Sexy por acidente’’, lançado em 2018, retrata uma mulher que lida com suas inseguranças devido ao seu peso, a qual, sofre um acidente, acordando magra e bela. Trazendo a ficção para a realidade vivida em nosso país, muitos indivíduos, principalmente do sexo feminino, se encontram na mesma situação de insegurança da personagem por não se enquadrarem no padrão estabelecido. Tal padronização causa diversos transtornos e preconceitos aos que se desviam do arquétipo.
À vista disso, pode-se mencionar, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, que cerca de 10% dos brasileiros sofrem algum tipo de transtorno alimentar. Esse fator nada mais é do que um reflexo do que o ‘‘molde humano’’ ocasiona nos sujeitos, especialmente em jovens e adolescentes que querem ser aceitos pelos colegas e/ou possíveis namorados(as).
Além disso, a gordofobia também é uma grande precursora para os distúrbios. E, infelizmente, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, essa intolerância está presente na rotina de 92% dos brasileiros. Esse ato pode ser visto em piadas de mau gosto e comentários irrelevantes. Tais ‘‘brincadeiras’’ podem causar males irremediáveis, como os já dito anteriormente, além de doenças psicológicas, como a depressão, síndrome do pânico e ansiedade.
Em virtude dos aspectos mencionados, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, elaborar uma campanha que ocorrerá por meio de palestras, na qual haverá exposições sobre os males dos transtornos, preconceitos e da padronização corporal, no intuito de conscientizar a população sobre esse âmbito. Uma vez que, sendo conhecedores, podem repassar informações e diminuir a cultura do culto ao padrão corporal.