O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 26/11/2020

No livro “A República”, o filósofo Platão idealiza uma cidade livre de desordens e imbróglios, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os percalços. Fora da produção literária, com ênfase na população hodierna, nota-se o oposto dos ideais de Platão, uma vez que o culto à padronização corporal no Brasil representa um obstáculo de grandes proporções. Diante disso, indubitavelmente, a situação advém tanto do legado histórico quanto da falha na educação.

Em primeira análise, o problema encontra terra fértil no legado histórico. Sob esse viés, consoante ao antropólogo Claud Lévi- Strass, só é possível interpretar adequadamente as atitudes coletivas mediante o entendimento dos acontecimentos históricos. Nesse sentido, o culto à padronização corporal, o qual é fortemente presente no século XXI, apresenta raízes profundas ao passado brasileiro. É inaceitável, pois, que tal adversidade persista no corpo social, visto que colabora ainda mais para o agravamento do óbice.

Outrossim, é irrefutável a base educacional falha como agravante do entrave. Nesse contexto, segundo Immanuel Kant, o ser humano torna-se aquilo que a educação faz dele. Assim, destaca-se a importância do setor educacional , que auxilia na formação dos indivíduos. Dessa maneira, vê-se a ausência de projetos que abordem o revés do culto à padronização corporal. Urge, desse modo, uma necessidade de atentar-se, com mais afinco, a essa problemática na conjuntura.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, o Ministério da Educação, órgão responsável pelo o ensino no país, deve por meio das escolas, proporcionar palestras, como debates , distribuição de folhetos e peças teatrais, e que falem sobre as consequências dessa padronização corporal podem trazer para a saúde, com o intuito de informar e orientar sobre o assunto. Dessa forma, a sociedade brasileira poderá chegar perto das convicções platônicas e , além disso, alcançar o bem- estar social.