O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 17/12/2020

Em um dos episódios da série ‘‘My Mad Fat Diary’’, a protagonista Rae, que é gorda, faz um depoimento chocante de como a pressão estética destruiu boa parte da adolescência dela. Porém, essa também é a triste realidade de milhares de jovens, que, influenciados por um mídia problemática, são expostos ao culto à padronização. Destarte, é notório analisar as razões que tornam a comunicação social um perigo para pessoas que estão dentro e fora dos padrões impostos pela sociedade.

Em primeira análise, é importante destacar os dados do portal de notícias ‘‘G1.com’’, o qual apresenta que o crescimento das redes sociais, fizeram os procedimentos estéticos aumentarem 40%. Porquanto, é visível que a propagranda e o culto ao corpo ‘‘perfeito’’ é extremamente chamativo, porém, perigoso. De forma que, segundo o jornal ‘‘O.Globo’’, uma carioca foi a óbito depois de contactar um médico sem permissão para atuar, pela rede social ‘‘Instagram’’.

Diante do exposto, é possível inferir que a busca pelo corpo ideal é um dos grandes males da atualidade brasileira. Entretanto, esse desequilíbrio social também está presente nas televisões, uma vez que, desde o conhecido ‘‘american way of life’’, é comum vermos a maioria dos comerciais com a presença de mulheres magras. Segundo a ‘‘BBC Internacional’’, 80% das representações femininas nas propagandas ainda são de um padrão irreal. Logo, é de extrema importância que medidas sejam tomadas para atenuar essa problemática contemporânea.

Portanto, cabe ao Governo em consonância com empresas publicitárias, criarem comerciais e marketing digital, por meio de financiamentos exclusivos para essas campanhas, com o objetivo de falar de uma maneira coloquial os riscos de sistemas estéticos e introduzir pessoas ‘‘fora dos padrões’’ nessas propagandas. Para que assim, pessoas como Rae, possam se identificar e não terem uma adolescência destruída pelo culto à padronização corporal.