O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Desde o surgimento da Grécia, é possível notar como a idealização de um corpo perfeito sempre esteve presente na sociedade- ora com a criação dos jogos olímpicos, ora com a representação nas pinturas- ultrapassando, também, o período do renascimento artístico e escolas literárias, como a romântica do século XIX. Saindo dessa perspectiva e adentandro no período atual, é valido ressaltar que essa idealização,ainda, não foi superada. Nesse contexto, é necessário discutir os principal fatores que corroboram para a perpetuação da padronização corporal no Brasil.
De ínicio, pode-se discutir sobre a romantização desse problema, por ser algo imposto por mais de séculos e não conseguir ser superado. De acordo com o sociólogo Durkheim, a consicência coletiva corresponde às normas e às práticas de uma sociedade que faz com que os indivíduos ajam de forma minimamente semelhante. Sendo assim, é possível salientar que é imposta, também, na sociedade atual, uma única forma pensamento que molda comportamentos e corpos, para que seja atingindo um padrão de beleza- muitas vezes impossível. Por conseguinte, a padronização corporal prejudica diretamente o indivíduo, uma vez que seu direito de liberdade não pode ser exercido, porque o pensamento coletivo influência diretamente nas escolhas. Dessa forma, existe a necessidade de romper com esses padrões impostos para que o indivíduo possa exercer o direito de liberdade.
Outrossim, outro fator que corrobora para perpetuar esse impasse é a parcialidade para resolver tal questão. Segundo a pesquisa divulgada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o país que lidera a realização de cirurgias plásticas no mundo-mais de um milhão de procedimentos em 2018. Dessa forma, é valido destacar que a mídia,ainda, exerce um forte poder de manipulação, por meio das propagandas, publicidades e concursos de beleza, estes sempre expondo uma composição de corpos magros e perfeitos que não representa, e não respeita a diversidade de corpos que existem na sociedade. Por conseguinte, a redução dessa exposição midiática de corpos perfeitos provocaria uma ruptura com os padrões impostos até os dias atuais.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de combater esse impasse. Assim, cabe a Secretaria Especial de Comunicação Social junto com a mídia socialmente engajada promover mudanças na divulgação de conteúdo midiático, por meio de maiores incentivos a diversidade existente- estimulando empresas para que respeitem a diversidade existente na sociedade quando criados anúncios e publicidades, respeitando a pluralidade. Para que assim, exista a ruptura com culto a padronização de beleza imposto até a sociedade atual.