O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 12/01/2021
No período da ditadura militiar brasileira, entre 1964 a 1985, o governo criava publicidades com apelação sexual, a qual exibia mulheres seminuas de corpos magros e bronzeados a fim de incentivar o turismo. Além de objetificar o corpo feminino, esse fato é evidência de que no Brasil há um padrão corpóreo considerado mais bonito que outros, que por sua vez, é nocivo à saúde humana. Dessa maneira, é necessário fazer uma análise detalhada a respeito da problemática em questão.
Primeiramente, é válido citar o papel do capitalismo na criação da padronização corporal. Nesse contexto, os sociólogos da Escola de Frankfurt nomeiam de Indústrial cultural as obras culturais que têm como finalidade a venda de algum produto. Por essa perspectiva capitalista, é viável a criação de um modelo corpóreo “perfeito” para exibi-lo em peças culturais, como por exemplo, em filmes, já que isso é necessário para incitar as pessoas a comprar roupas, cosméticos e qualquer produto que faça elas se assemelharem ao padão corporal.
Contudo, essa busca pelo corpo perfeito é nociva à saúde humana. Para ilustrar, basta pensar nas consequências psicológicas àquelas pessoas que são diferentes do padrão cultuado, haja vista que podem ter problemas de baixa autoestima por se sentirem feias, sendo que na verdade, são apenas diferentes do modelo corpóreo venerado. Outrossim, existem probemas físicos associados à temática, como evidência têm-se as cirurgias plásticas feitas para as pessoas se aproximarem do modelo corporal prestigiado, de forma artificial, que podem provocar infecções, trombose e outros problemas.
Dessa forma, se faz necessário atitudes que minimizem a problemática abordada. Uma opção seria o o Ministério da Saúde em parceria com as escolas promoverem palestras para os estudantes que evidenciem os riscos á saúde que a busca pelo padrão de beleza causa, a fim de conscientizar os discentes para não tomarem decisões nocivas e desconstruir pensamentos que farão mal ao seu bem estar. Outra alternativa seria Organizações Não Governamentais em parceria com redes de televisão exibirem propagandas de produtos cujo alguns atores se distaciem do modelo corporal cultuado, a fim de fazer com que todos se sintam representados e que todos os traços corpóreos sejam enaltecidos. Assim sendo, o Brasil se afastaria das problemáticas apresentadas.