O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Foi após a 2ª Guerra Mundial com soldados voltando mutilados das batalhas que houve uma revolução nas cirurgias plásticas. O que antes era uma questão de necessidade, hoje, muitos colocam suas vidas em risco através de procedimento estéticos para se enquadrar em determinado padrão de beleza. Sendo assim, se mantam útil analisar que capitalismo aliado a influencia midiática impactam negativamente a população.

O capitalismo lucra ao padronizar a beleza. E esse lucro é feito por diversos meios, seja a venda de alimentos tidos como saudáveis para emagrecer, por meio de procedimentos estéticos caros para melhorar o corpo, ou até seja pela compra de roupas, calçados e acessórios . Pouco se importa a origem do produto ou qualificação do profissional, o individuo se sente coagido a adotar determinado padrão sem se importa com questões sociais e até mesmo com sua vida.

Assim como o capitalismo, a mídia ainda é um grande impasse para resolução da problemática. Conforme afirma Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, como agente formador de opiniões ao exaltar um padrão a ser seguido contribui de forma de direta para a consolidação do problema.

Portanto, fica evidente que o capitalismo aliado a mídia impõe determinados padrões a serem seguidos. Cabe aos meios de comunicação a realização de campanhas educativas e de cunho social com intuito de promover a diversidade estética tendo como consequência a aceitação da beleza fora do padrão. Além de incentivar o senso critico com o objetivo de diminuir a adesão de cirurgias evasivas que colocam vidas em risco.