O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/05/2021
O padrão de estético existe desde os tempos mais remotos da sociedade, a exemplo da civilização na Grécia Antiga, que exaltava a beleza corpórea de modo a criar a expressão “Mens sana in corpore sano” como uma forma de afirmar que o belo e tão importante quanto o intelecto. Todavia, mesmo que os cuidados e empenhos para cuidar da aparência seja relevante para o ser humano, atualmente, a padronização corporal é um óbice social, pois, ao estar presente nas mídias modernas, influi nos indivíduos à busca inalcançável pelo padrão imposto, o que gera consequências graves.
De ínicio, com o surgimento da redes sociais e, por conseguinte, a aparição constante de celebridades e influencers, que são os principais difusores de uma aparência idealizada, diversos indivíduos, com destaque a parcela feminina, são influenciados a mudar sua estética. Tal cenário é atestado pela pesquisa da BBC News, feita com 227 mulheres, ao relatar que a maioria delas dizem se compararar com famosas e amigas nas redes sociais, de fato essa é uma realidade prepoderante nos veículos como o Instagram. Isso porque tais figuras públicas, como artistas e blogueiras, são patrocinadas por marcas de estética e são idealizadas, frequentemente, como possuídoras de uma beleza ideal, logo, tal padronização se espalha pelas redes e afetam de maneira negativa a vida de muitas pessoas.
Consequentemente, os sujeitos que tentam se encaixar nesse padrão muitas vezes ficam presos a um círculo infinito de busca pela aparência aceitável socialmente. Segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, a vida é reduzida, em última análise, aos desejos, ou seja, o indivíduo deseja algo ou alguém e depois que o tem cria outros desejos, de maneira semelhante, o sujeito que molda seu corpo para estar de acordo com padrão social se prende a um ciclo vicioso causando ríscos a saude mental e física. Isso pode ocorrer, pois a pessoa que se encontra nessa situação pode se submeter a frequentes cirúrgias plásticas e mudanças bruscas na alimentação e, assim, tornando-se um comportamento incontrolável, gerando transtornos sérios como a anorexia e bulimia.
Fica claro, portanto, a necessidade de quebrar os tabus quanto ao real sentido de beleza. Para tanto, primeiramente, cabe a Secretaria de Educação difundir palestras nas escolas, com a ajuda de profissionais no assunto, acerca da importância de não ser influenciado em relação à aparência por modelos e demais figuras notáveis nas redes sociais e também aprender a valorizar a beleza individual, para que, dessa forma, os jovens aprendam que todos possuem suas particularidades e elas também devem ser levadas em conta, assim, não existirá apenas corpos sã, mas também mentes sã.