O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/04/2021
A escultura pré- histórica ‘‘Vênus de Willendorf’’ é a representação do corpo ideal naquela época, sendo valorizada as curvas reais do corpo feminino. Apesar dessa representação histórica, ao longo dos anos a forma de se enxergar a mulher é modificada, promovendo um inalcansável culto ao corpo irreal. A partir desse contexto, é fundamental analisar as causas dessa modificação, bem como os príncipais impactos desse impasse na saúde social.
Em primeiro plano, é preciso admitir que a modificação da visão do culto ao corpo está associado, sobretudo, a construção de um ideal inatingível cultivado pela industria da beleza. Consoante a esse pensamento, a escritora Naomi Wolf, em sua obra ‘‘O Mito da Beleza’’, relata a maneira que a sociedade é manipulado pelas industrias, aumentando a baixa estima e ódio pelo corpo, para promover o mercado. Diante disso, verifica-se que é de interesse das industrias o continua busca pelo corpo ideal, para que o consumo aumente, contribuindo diretamente para a permanência de um padrão inalcançável. Dessa forma, faz-se necessária a reformulação ética das empresas com o compromisso social.
Além disso, faz-se mister destacar que um dos principais impactos do culto ao corpo é a crescente de transtornos alimentares entre jovens e adultos. Nesse contexto, uma pesquisa realizada na USP aponta que 10% dos adolescentes sofrem de transtornos alimentares, bem como é retratado na série ‘‘insatiable’’, da Netflix. Nesse prisma, a sociedade tem promovido dietas para perder peso e alcaçar o padrão promovido pelas industrias, o que gera o aumento de trantornos alimentares, ao promover o culto ao corpo como forma de realização e sucesso, assim ocorre a submissão do tecido social para se encaixar nesse padrão, mesmo que seja necessário entrar em dietas que geram transtornos alimentares. Desse modo, faz-se urgente conscientizar a sociedade sobre o cenário.
Infere-se , portanto, que medidas são necessárias para diminuir os impactos do culto da beleza na sociedade. Nesse viés, o Ministério da Comunicação, junto ao Estado, deve investir em políticas públicas eficazes para quebrar o padrão estético, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que deve-se promover campanhas que viabilizem todos os formatos de corpos e alertem sobre os riscos das dietas para a saúde. Com o fito de, quebrar o padrão promovido pelas industrias, além de diminuir a crescente dos trantornos alimentares, sabendo que o Estado tem papel essecial na resolução do impasse.