O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 14/05/2021
Desde da Grécia Antiga, quando se evidenciou a busca por corpos humanos perfeitos expressa nos grandes Jogos Olímpicos, em que homens competiam nus para demonstrarem seu porte físico, a humanidade tem perpetuado a preocupação com a aparência.Contudo, atualmente, essa inquietude vem ultrapassando os limites, fato que é prejudicial á saúde de vários indivíduos.Isso suscita uma atuação mais engajada entre instituições formadoras de opinião e Poder Público, como escopo de conter os excessos de culto ao corpo.
De fato, a beleza não deve ser um critério essencial para o bem estar das pesssoas,já que o corpo naturalmente envelhecerá. Todavia, inúmeros cidadãos não querem aceitar a sua forma física natural, submetendo-se a cirurgias plásticas em excesso, ultrapassando, muitas vezes, os limites do próprio corpo. Essa lógica requer uma melhor formação moral de vários indivíduos, na tentativa de conter os excessos realizados por motivos de estética.
Em consonância a isso, a manipulação midiática, a qual ocorre, no Brasil, na Era Vargas, no início do século XX, por intermédio do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), tem bastante influência nos excessos quanto á busca pelo ‘‘corpo perfeito’’, uma vez que a mídia realiza campanhas publicitárias que tentam impor um modelo de aparência a ser seguido pela maioria da população como maneira de se enquadrar socialmente.
Portanto, diante desse quadro de ações exageradas, é imprescindível conter a corpolatria.Para isso, cabe ás famílias a realização de debates no ambiente doméstico, os quais podem ser motivados por ficções engajadas, como documentários, os quais abordem a importância de evitar exageros quanto aos cuidados corporais, a fim de evitar atos que podem prejudicar a saúde dos indivíduos.