O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 26/05/2021

Conforme Diderot e D´Alembert, autores da “Enciclopédia”, uma democratização da educação é primordial para o combate à alienação dos indivíduos, garantindo aos mesmos a liberdade. É notório que no Brasil a atenção à padronização do corpo é excessivamente valorizada, conquanto na prática se observam impactos ocasionados por esse culto, originado na Grécia Antiga, ao criar modelos ideais, conceituados na busca da perfeição. Diante dessa perspectiva, faz-se pertinente análise dos fatores que afetam a saúde dos brasileiros, tanto mental quanto física.

Em primeira análise, é importante destacar que, em função dos ditames do mundo capitalista, a população verde e amarela está cada vez mais exposta às indústrias de cosméticos, alimentados pelas mídias, que por sua vez, impõem padrões de beleza idealizados, fazendo com que muitos procurem cirurgias plásticas. Segundo o sociólogo francês, Émile Durkheim, os fatos sociais podem ser patológicos, visto que, rompem toda harmonia social, o que infelizmente é evidente no país.

Por conseguinte, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 12 milhões de brasileiros já sofreram com a depressão por não se aceitarem  fisicamente, o que, por sua vez, originam estigmas. Acrescente-se a isso, transtornos alimentares, que alteram uma estrutura corporal, isto é, anorexia e bulimia, emergidos,  pela busca do embelezamento do corpo. Em suma, é inadmissível que esse quadro continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de resolver esses problemas. Para isso, urge que o Ministério da Educação e da Saúde criem, por intermédios de recursos governamentais, campanhas nas redes sociais, exaltando a diversidade, além de palestras nas escolas enaltecendo que não existe um padrão específico, que aborde o perigo do mundo virtual com o photoshop, inclusive, acompanhamentos psicológicos, um fim de melhorar a autoestima. Somente assim, consolidar-se-á uma sociedade menos alienada sobre a padronização corporal, tal como afirma Diderot e D´Alembert.