O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 28/05/2021

É imprescindível não notar a pressão e influencia sofrida por minorias sociais nas sociedades pós-revolução industrial, preconceitos e atos contra raça, sexualidade e religião foram muito difundidos nessa época, em decorrência da alta densidade populacional, algo incomum nos vilarejos e grupos da época. Porém, há um grupo que é ferido em escala histórica. As mulheres foram martilizadas em um grande período da história, seja de maneira física, como agressões e violência sexual, ou até mesmo de forma psicológica, condicionando-as a aceitarem se tornar “bonecas perfeitas”, que seguem um mesmo padrão, de corpo e mente, o que no final, acaba por se tornar um produto.

Em primeira estase, é valido ressaltar o protagonismo desempenhado pela mídia como difusor da idéia de um corpo atraente e “perfeito” para a mente de jovens mulheres, o que inicia uma doutrina ao corpo de modelos e atrzies, enraizada desde a adolescência. Assim sendo, a idéia de que apenas mulheres com certo padrão de corpos são aceitáveis em uma sociedade foi propagada por filmes e conteúdos televisivos considerados clássicos. Na mesma medida, há obras que usam de corpos femininos fora do padrão como recurso cômico, enfatizando os supostos benefícios de um corpo idealizado.

Em decorrência disso, é visível o número de mulheres afetadas por este culto ao corpo, com cerca de 83% das moças afetadas por pressão social, ou até mesmo advindo de si própria, e de acordo com a edellman inteligence, 63% optam por modificá-lo para se encaixar ao padrão. Para isso, há certa variedade de opções, como dieta e exercícios, porém, estes são métodos com resultados a longo prazo, assim, muitas optam por métodos bruscos, como cirurgias bariátricas, ou até mesmo a contração natural de transtornos alimentares, o que resulta em má administração do corpo, o que pode se tornar riscos a vida. Tendo essa visão, são necessário meios de reintegrar elas a sociedade, visto que muitas se isolam e deixam de ter quaisquer convívio social.

Com isso em vista, fica claro a necessidade de mudar esta realidade. Assim, o governo federal, por meio de uma ação conjunta do Ministério da saúde e da empresa nacional Paris Filmes, através de dinheiro recolhido pelo estado, deverá produzir obras televisivas inclusivas, que possuirá como foco principal a saúde do corpo humano, e através de dados e fatos, recebidos de médicos nutricionistas e profissionais da área, irão estrear uma mini série em rede nacional aberta. Assim, espera-se diminuir tanto o preconceito social, quanto a pressão exercida pelas próprias vitimas, o que irá permitir que elas possam desfrutar de uma vida sem preconceitos.