O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/05/2021
Adoração frágil a magreza nem sempre é e foi o padrão de beleza comum. Por exemplo, por volta da década de 1940, Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor eram considerados ídolos femininos por causa de suas curvas acentuadas e cabelos cacheados. Hoje, os padrões definidos pela mídia e pela própria sociedade são muito diferentes dos da época. Em silicones e bistúris, o impacto contemporâneo e as consequências dessa padronização ainda precisam ser discutidos.
O estigima do corpo perfeito se impõe todos os dias. Quer sejam capas de revistas ou tutoriais online, homens e mulheres com corpos tonificados anunciam seus ideais de perfeição. O problema é que, no mundo real, esse padrão é quase impossível de ser alcançado, causando a frustração de uma sociedade, pois nunca pode alcançar o que lhe é imposto. O sentimento resultante é que as pessoas são prejudiciais à saúde, indesejáveis, desagradáveis e “inadequadas para o consumo” fora desses padrões. Além disso, esses padrões não respeitam os biotipos. O próprio corpo humano é multidimensional e diverso. Entre tantas misturas e formas, é cruel escolher apenas uma forma que seja legal e digna de representar uma beleza. Na busca desenfreada desse modelo,
Outro ponto que não deve ser esquecido é que vivemos em um mundo capitalista não há desejos e são gerados em grande número. É mais fácil para a indústria de consumo padronizar gostos porque isso promoverá o consumo irrestrito. Hoje, vozes contra esses padrões foram ouvidas. No entanto, a mídia ainda é muito poderosa em termos de representação social e, como poderosa aliada do sistema capitalista, ajuda a perpetuar esses estereótipos.
É preciso, portanto, que se reflita sobre essa representação corporal que nos é definida a cada dia. O primeiro passo deve ser dado pelo próprio indivíduo, sendo mais flexível consigo mesmo e libertando-se dessa visão limitada de beleza. Aceitar-se é um processo de evolução. Porém, à medida que esse movimento avança, deve haver o apoio dos atores sociais. As escolas precisam fazer essas perguntas e debater o estigma relacionado ao corpo. Por sua vez, a mídia deve assumir a responsabilidade dos formadores de opinião pública e promover uma reflexão aprofundada sobre o tema. Quem sabe, uma sociedade sabe que a singularidade da beleza reside justamente na sua diversidade.