O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/05/2021
O verso de Vinicius de Moraes, “As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”, sintetiza de forma descomplicada o pensamento dominante vigorante há vários séculos. A contemporaneidade trouxe algumas mudanças e inovações, nomeadamente a construção e o reforço dos padrões estéticos dos centro urbanos, que até então só eram contemplados pela nobreza . A consolidação desse conceito potencialmente afeta intensamente à sociedade, por isso é necessário debater seus diversos aspectos.
Primordialmente, é necessário pontuar, de início, que, segundo o filósofo Karl Marx, o pensamento prevalecente em uma sociedade é imposto pela classe dominante. Dessarte, é dedutível que os indivíduos mais prejudicados sejam os menos favorecidos financeiramente. Isto é, os padrões de beleza, idealizados pela parcela mais elitizada da população, não são de fácil acesso às classes menos privilegiadas, o que acarreta no desenvolvimento de um falso sentimento de inferiorização por não reproduzirem um certo arquétipo de estética.
Ademais, tem crescido a números alarmantes os índices de transtornos alimentares como alimentação compulsória, anorexia e tantas outras. À vista disso, a coerção social para atender a determinados padrões de beleza é um dos maiores motivos dessa deterioração. Uma vez que, essa pressão pode gerar mazelas - tanto físicas quanto psicológicas - Desenvolvendo, além de baixa-autoestima, os problemas supracitados.
Compreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos, para isso, é importante ser estabelicido que o órgão CONAR deverá regular propagandas que incitem a adoção de padrões estéticos com maior rigidez. O Ministério da Educação, aliado às escolas de rede pública e privada, deverá realizar palestras educativas, ministradas por professores e educadores, que abordem o tema. Assim, se firmará uma sociedade mais justa, onde o Estados exerce seu “contrato social”, como afirmou o filósofo contratualista John Locke