O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/05/2021

A obra musical “Pretty Hurts”, produzida pela cantora norte-americana Beyoncé, faz uma crítica à ditadura da beleza imposta à sociedade, apresentando dilemas como autoaceitação e padrões estéticos inalcançáveis. Por meio do refrão cuja a tradução é “A beleza dói e a perfeição é a doença da nação”, a música apresenta questões de padronização corporal geradoras de problemas em diversos indivíduos. Para além de composições musicais, é possível identificar que tal tema afeta diversos cidadãos da sociedade brasileira e, por isso, é válido avaliar a situação sob duas principais vertentes: a pressão estética promovida pela mídia e a omissão do Estado diante da problemática.

A princípio, é válido destacar que os veículos midiáticos agem como um importante agente impulsionador da patronização corporal nos indivíduos, de modo a praticar uma contante pressão de beleza ideal sob corpos naturalmente diferentes. À luz dessa compreensão, convém referenciar a ideia do sociólogo contemporâneo Pierre Bourdeau, no qual afirma que aquilo que foi criado para ser ferramenta da democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Dessa maneira, torna-se válida a percepção da influencia da mídia, de maneira a promover a busca pela padronização corporal que pode inferir em diversos problemas sociais, como a perca de identidade e baixa autoaceitação. Logo, é fato que tal instrumento da democracia representa um autor da questão.

Ademais, é essencial referenciar que o filósofo Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado de proporcionar meios que auxiliem o progresso do corpo social. Porém, quando tal obrigatoriedade é avaliada em metodologias práticas, é possível identificar a omissão do Estado perante o tema, uma vez que o poder público não direciona um olhar persistente às ações que poderiam amenizar os impactos dessa questão, como a limitação das ações midiáticas que favorecem o culto do padrão corporal nos cidadãos. Então, é notório que, enquanto as autoridades permanecerem na negligência, será possível observar a persistência desse problema no Brasil.

Portanto, é fato que o culto à padronização corporal na sociedade brasileira afera diversas esferas sociais, a exemplo da governamental e midiática. Por isso, o Governo Federal, aliado à grande mídia, deve promover a reformulação e supervisão de propagandas que são veiculadas nos meios de comunicação, com o intuito de autorizar a publicação exclusiva e destacada de publicidades que não perpetue estereótipos de beleza, tendo como objetivo uma maior liberdade de aparência, para todos, no meio social.  alimentares e psicológicos provenientes da padronização do corpo e da beleza, por meio, principalmente, da televisão e redes sociais, que são veículos altamente consumido pela sociefade brasileira. Assim, será possível avaliar melhores vivencias diante da questão avaliada.