O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/05/2021
Durante os anos antecedentes à Revolução Agrária, manter o corpo bem nutrido e capacitado para momentos de luta ou fuga era extremamente essencial. Nos dias atuais, entretanto, não são predadores que exigem da humanidade uma relevância quase psicótica pela padronização corporal adequada, mas a influente presença de opiniões alheias que fazem da cultura de consumo e imagem o objetivo para a obtenção do corpo perfeito. Dessa forma, tem-se a concepção de que tal fator existente para destinar resultados degradantes sob tal ideologia se mede pelo péssimo posicionamente educacional de indivíduos e meios gerais de comunicações.
Sob essa ótica, entende-se que, de fato, o verdadeiro caráter educativo destinado a estabelecer o entendimento sobre os padrões de beleza é completamente tangenciado de sua conveniência. Portanto, isso pode deduzido ao analisar que, segundo o filósogo e sociólogo Jean Beudrillard, as sociedades são subsidiadas não pela produção, mas seu consumo, algo que pode se remeter pelo espectro econômico e, sobretudo, comportamental. Dado isso, convém-se apontar que as influências induzidas pela “indústria cultural” remetem uma sociedade que aprendeu a viver sob uma ideologia coletiva de consumo - algo também fortalecido por seu complexo de conformidade social, sob detalhes do famoso sociólogo Zigmunt Bauman - ou vice-versa. Em virtude disso, o que resulta para a população vivente sob esse contexto são severas consequências psicológicas e fisiológicas, resultados de crenças construídas desde o primeiro contato na sociedade, o mesmo que, embora indiretamente, incentiva a adoção dos padrões de belezas ao reforça-los.
Posto isso, é necessario adotar medidas que atenuam os problemas resultantes de tal perspectiva. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos além dos meios de comunicações midiáticos em estabelecer formas de desestimular os padrões de beleza que predominam - destaque para o público mais influenciado: o público feminino. Para que seja feito, aplica-se leis que possam obrigar empresas lucradoras do consumo visual a tomarem medidas meticulosas para não reforçarem esteriótipos, isso permitirá que seus consumidores não venham a sofrer impulsos em acordo aos padrões, dado o histórico educativo. Além disso, para pessoas já afetadas, recomenda-se orientações com uma equipe multidisciplinar com nutricionista, psiquiatra, educador físico e um psicólogo, dados os efeitos consequentes. Por conseguinte, é de maior relevância que educadores e pais sejam bem orientados, através dos veículos de comunicação, a mediarem pela educação apropriada aos seus filhos sobre padrões de belezas. Dessa forma, teremos uma sociedade sapiente e bem conduzida, características para uma caminho consciente.