O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 28/05/2021
A primeira lei de Newton, lei da inércia, afirma que todo corpo tende a permanecer em movimento, a menos que uma força atue sobre ele modificando o seu deslocamento. De maneira análoga, quando se discute no Brasil sobre o culto à padronização corporal, observa-se a aplicação deste princípio, uma vez que diversas complicações, causadas principalmente pelos padrões impostos pelas classes mais privilegiadas, permanecem no país sem que ocorram mudanças. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A priori, faz-se necessário destacar que, segundo os ideais de Karl Marx, o pensamento que prevalece em uma sociedade é comumente imposto pela classe dominante. Dessa forma, é possível inferir que, com frequência, os grupos mais prejudicados são os menos favorecidos. Os padrões de beleza, idealizados pela alta sociedade, não são de fácil acesso às classes menos privilegiadas, que em alguns casos, podem se sentir lesadas por não reproduzirem esses ideais de estética.
Ademais, é grande o número de propagandas que oferecem um modo rápido e fácil para atingir o corpo perfeito. Os jovens são o alvo principal devido à suscetibilidade que apresentam, por estarem começando a socializar. As imposições da sociedade, que dobram a busca pela beleza, oprimem os que não se encaixam nesse padrão, tendo como consequência o aumento do número de casos de problemas emocionais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão, por exemplo, atinge mais de 10 milhões de brasileiros, sendo um dos destinos de quem não se aceita fisicamente. Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para solucionar esse problema. Destarte, O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) deverá regular propagandas que incitem a adoção de padrões estéticos com maior rigidez, promovendo a diversidade de aparências. Além disso, o Ministério da Educação, aliado as escolas da rede pública e privada, deverá realizar palestras educativas, ministradas por professores e educadores, que abordem o tema. Dessa maneira, será possível mitigar a busca desmedida e exacerbada pela perfeição corporal.