O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
Policarpo quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o culto à padronização corporal no Brasil torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo padrão imposto pela sociedade, seja pela falta de políticas públicas, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é são os socialmente impostos. Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista e criador do portal Catraca livre, o grande mal do cidadão é a banalização do olhar, é não enxergar o culto a padronização corporal como um empeço social. Nesse sentido, é necessário que medidas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa ver que isso é um problema sério.
Outrossim, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para resolver a problemática. Segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política é serva do povo e não o contrário. Com efeito, em relação ao culto a padronização corporal dos brasileiros, o que se percebe é justamente a ideia oposta a que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de ações, planos, metas públicas voltadas para a resolução da questão. E como consequência há o agravamento de um problema social expressivo que poderia ser solucionado se houvesse mais interesse do Estado. Logo, é inegável que essa situação ocorre porque governo não age em prol da resolução dela. Portanto, é urgente intervir nesse problema. Sendo assim, cabe ao poder público, na figura do Ministério Público, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas educativas - por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veiculadas nas mídias – a fim de orientar a sociedade parar de seguir esses padrões. Assim, o culto a padronização poderá ser extinta.