O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 25/05/2021
A definição de padrões de beleza é notada desde a Grécia Antiga com a valorização do corpo atlético. Hodiernamente, as tecnologias de informação geraram um aumento expressivo da divulgação e da cobrança acerca dos modelos estéticos, ocasionando diversos transtornos aos indivíduos que tangem a estar fora desses padrões. Deste modo, urge a necessidade de mudanças nesse cenário.
Inicialmente, é importante pontuar a negligência acadêmica quanto à abordagem da temática. Segundo o pensamento kantiano, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. As escolas brasileiras, porém, ao se ausentarem sobre o debate das diversidades de belezas e da importância da aceitação pessoal, fomentam um comportamento de padronização corporal no país. Pode-se ratificar este fato pela apatia do meio estudantil frente aos numerosos casos de bullying nas escolas. Ademais, a busca pelo corpo perfeito consolidada nos valores culturais, onde o Brasil é reconhecido mundialmente por sua beleza feminina, palco de constantes cobranças para o alcance dos padrões estabelecidos, estando acima da média global na porcentagem de mulheres que se sentem pressionadas a atingir o corpo ideal.
Sendo assim, os estereótipos de beleza estão associadas a uma identidade nacional de forte culto à padronização estética. Portanto, torna-se indubitável a influência de fatores educacionais e culturais na problemática citada. Desse modo, cabe às escolas, em consonância com ONG´s, orientar a população acerca da relevância da aceitação pessoal. A ideia é, a partir de palestras e debates nas salas de aula, campanhas na internet e nas ruas, promover a descontrução dos padrões e promover a diversidade de belezas. Paralelamente, os canais midiáticos devem desenvolver projetos de propagação do movimento denominado “body positive” no país, com propagandas educativas nos veículos de comunicação e telenovelas que abordem o tema a fim de superar os ideais de beleza e garantir a harmonia da sociedade brasileira.