O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
Desde os primórdios, a sociedade sempre foi acompanhada pela padronização corporal, como na Grécia Antiga, no qual o padrão entre os jovens era o corpo atlético, para que pudessem torná-se soldados ou atletas. Hodiernamente, as próprias pessoas e a mídia ditam e cobram os pradrões estéticos, acarretando, muitas vezes, em transtornos diversos aos indivíduos que estão fora desse modelo. Com isso, faz-se necessário um debate acerca do culto à padronização corporal no Brasil.
É importante lembrar que o culto ao corpo perfeito é imposto diariamente na vida das pessoas, seja em capas de revistas ou nas redes sociais. Entretanto, esse padrão, no mundo real, é quase improvável de ser alcançado, fazendo com que a sociedade fique frustrada por não conseguir atingir os modelos estéticos que lhe são impostos.
Ademais, os biotipos não são considerados e nem respeitados. O corpo do ser humano é esteticamente diverso e, entre tantas variações corporais, é cruel pensar que apenas um modelo de corpo seja digno e legítimo de representar a beleza. Nessa busca para se assemelhar ao físico perfeito, muitas pessoas arriscam suas vidas submetendo-se à processos cirúrgicos de alto risco, como a lipoaspiração de alta definição, mais conhecida por lipo HD, e também a dietas que fazem mal à saúde.
Em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, crie projetos para ensinar que todos os biotipos são aceitáveis, é importante também que os institutos educacionais desenvolvam palestras e atividades sobre a temática, afim de mostrar, desde cedo, que todos os corpos são bonitos e que não precisa seguir um padrão. É necessário também que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde, desenvolva campanhas de conscientização sobre os riscos dos procedimentos cirúrgicos estéticos, com a finalidade de diminuir esse tipo de operação.