O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
“A perfeição é a doença da nação”. Trecho retirado da música “Pretty Hurts” da cantora Beyoncé deixa explícito o quanto a padronização corporal pode ser prejudicial para a população. Sendo um assunto em alta na atualidade, essa problemática é antiga, trouxe extremos problemas na antiguidade, e continua trazendo até os dias atuais.
Ao decorrer dos anos 40 a busca pelo corpo perfeito e exaltação de mulheres consideradas o padrão da sociedade já era comum, um exemplo é a atriz e modelo Marilyn Monroe, que por décadas foi considerada um símbolo sexual e ícone feminino, justamente pela sua aparência física. Todavia, esse padrão é mutável e, hodiernamente o corpo considerado perfeito seria um corpo irreal, cheio de cirurgias, ou até mesmo aquele mostrado em redes sociais, com alteração de imagem.
Atualmente a principal problemática envolvendo essa busca excessiva pelo corpo perfeito são as cirurgias extremamente invasivas. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil é o segundo pais que mais realiza cirurgias plásticas no mundo. Um exemplo é uma lipo famosa no meio dos influenciadores digitais, a lipo de alta definição, cirurgia estética utilizada para definir diferentes partes do corpo. Imperativo ressaltar que essa constante busca pelo corpo ideal dos famosos acaba afetando diretamente aqueles que consomem seus conteúdos, uma vez que acabam procurando defeito no próprio corpo e se submetem a diversos tipos de situação para ter um corpo aceito pela sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Com o propósito de eliminar esse contratempo a mídia deve parar de romantizar tanto cirurgias estéticas, e promover reflexões e debates sobre o tema, apoiando também a valorização e aceitação dos corpos que não fazem parte do padrão. Dessa forma, O culto à padronização corporal no Brasil deixará de ser um problema.