O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 28/05/2021

Padrões de beleza são definidos desde os primódios da humanidade. Na Grécia Antiga, por exemplo, havia uma intensa valorização ao corpo atlético. Nos dias atuais, com o avanço das tecnologias de informação, houve um aumento na divulgação e cobrança a respeito de questões estéticas. Esse fortalecimento desses padrões pode trazer inúmeros malefícios à sociedade, expressando urgência de mudanças.

No Brasil, a exigência aos estereótipos de beleza estão associadas a uma identidade nacional. Isso é observado em uma pesquisa realizada pela marca de cosméticos Dove que apontou o país como acima da média global na porcentagem de mulheres que se sentem pressionadas a estar dentro de padrões estéticos.

Ademais, há diversas propagandas que dizem oferecer métodos rápidos de se atingir um “corpo perfeito”. A população jovem é o principal alvo dessas divulgações, pois estão no processo de amadurecimento, começando a se socializar. Além disso, é preciso pontuar a negligência acadêmica quanto à abordagem da temática, já que, como afirma o pensamento kantiano, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Isso pode ser observado nos numerosos casos de bullying relacionados a padrões de beleza dentro de salas de aula.

Portanto, cabe às escolas e ao Ministério da Educação realizar palestras educativas com objetivo de desconstruir os padrões criados e promover a diversidade de aparências. Paralelamente, a mídia deve desenvolver projetos com o mesmo objetivo. Essa medida deve contar com publicidades educativas a fim de mitigar a busca exagerada pela perfeição.