O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 26/05/2021

Segundo Durkheim, as pessoas são moldadas pelo comportamento da sociedade, ocorrendo a passagem de diversos valores morais, havendo, dentre estes, um perigo à saúde dos brasileiros: o excesso de preocupação com a aparência. Somente em São Paulo, a Secretaria de Saúde indicou que 77% das jovens estão propensas a ter um distúrbio alimentar. Haja vista a alta influência da mídia na padronização corporal brasileira, pessoas buscam esses esteriótipos, prejudicando suas saúdes.

Em primeira análise, cabe pontuar que o atual sistema capitalista tem uma obsessão constante pelo lucro, o que implica em utilizar meios como publicidade e marketing para vender cada vez mais. Como exemplo disso, temos a indústria da beleza que impõe uma concepção de corpo perfeito por meio de progagandas e comerciais onde as modelos são sempre magras e bonitas. Em função dissso, adolecentes tentam seguir essa mesma padronização passando a fazer uso de dietas o que pode provocar distúrbios alimentares como, a bulimia e anorexia. Desse modo, vê-se que essas atitudes pode levar a consequências fatais como a morte.

Ademais, o grande número desse tipo de propaganda gera muitos casos de complexo de inferioridade. O indivíduo não se vê representado e busca diversos métodos radicais, como por exemplo, a realização de diversas cirurgias plásticas. Segundo a ISAPS (International Society of Alesthetic Plastic Surgery),em 2013, o Brasil liderava o ranking de cirurgias plásticas no mundo. Assim, é indubitável que a sociedade brasileira está sucumbida na cultura a corpolatria.

Portanto, o excesso de publicidade potencializa a obsessão da busca da perfeição e medidas devem ser feitas para solucionar esse impasse. Evidencia-se a necessidade do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) regularizar com maior rigidez as propagandas que incitem a adoção de padrões estéticos por meio de investigações e denúncias para promover a diversidade de aparências nos meios de comunicação, além de fomentar no telespectador a noção de que ser diferente é algo positivo.