O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 29/05/2021
Segundo o sociólogo Émile Durkhein, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, com partes integradas. Desse modo, para que haja coesão, é nescessário que exista harmonia entre as partes. Contudo, no Brasil, existe um grande entrave em relação ao culto à padronização corporal. Esse quadro é fruto principalmente da falta de políticas públicas e da inexistência de campanhas educaionais.
Em primeiro lugar, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. Segundo a Constituição, cabe ao estado promover o bem a todos, porém isso não ocorre quando o assunto são políticas públicas contra o culto a padronização corporal. Isso ocorre, porque o problema maior na legislação, em sentido lato, consiste no fato de que a teoria nem sempre é aplicada na prática. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.
Em segundo lugar, apesar da legislação garantir educação com direito social, não é o que se observa em muitos estados do país em relação ao culto à padronização corporal. Isso porque o Estado que, segundo o sociólogo T.H.Marshall, tem a responsabilidade de dar aos seus cidadãos um mínimo de bem estar e segurança econômica, não cumpre seu papel. Logo é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade atual.
Portanto, pode-se inferir que a falta de políticas públicas é um grave entrave que carece de soluções. Desse modo, cabe ao poder legislativo, órgão responsável pelas regras do país, garantir o apoio governamental para essas ações, por meio da revisão de leis já existentes, que dizem respeito à parcela populacional afetada, com a finalidade de garantir a saúde da população. Só dessa forma, observa-se-á uma mudança nesse cenário.