O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 27/05/2021

A constituição de 1988,documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5º,o direito à liberdade como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto tal não vem se reverberado com ênfase quando se observa o culto à padronização corporal no Brasil,dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante, diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a padronização corporal.Nesse sentido, a mulher é o grande alvo dessa padronização corporal muita das vezes é por conta da sua criação já que elas são criadas com o ideal de ser uma ‘‘princesa’’.Essa conjuntura segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘’contrato social’’, já que o estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a liberdade, o’que infelizmente é evidente no país.

Ademais é fundamental apontar a influência da mídia com as suas propagandas e revistas mostrando como uma mulher tem que ser, para ser considerada uma ‘’mulher bonita’’, deixando assim as mulheres cada vez mais inseguras com o seu corpo. Segundo a pesquisa Edelman intelligence 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza. Logo é inadmissível que esse cenário continue a se pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os obstáculos, para isso é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de campanhas de conscientização, faça com que as escolas levantem esses questionamentos e debatam sobre os estigmas corporais nas salas de aulas. a fim de que os alunos se sintam mais seguros com o seu corpo. Assim se consolidará uma sociedade mais feliz e menos padronizada, onde o estado desempenha corretamente seu ‘’contrato social’’ assim como afirma John Locke.