O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
No filme “O mínimo para viver”, a personagem principal possui anorexia e continua perdendo peso e mantendo a dificuldade para aceitar seu corpo. Fora da ficção, inúmeras pessoas sofrem com a cobrança em relação aos modelos estéticos atuais. Fato que tem mostrado cada vez mais as consequências dessa busca implacável pela ‘perfeição’. Por conseguinte, é necessário um maior entendimento sobre o assunto, além da percepção de suas causas e danos à saúde da população.
Na sociedade moderna, ignorando faixa etária e classes socias, as pessoas se preocupam constantemente com o corpo e como ele ganha espeço no mundo, seguindo um padrão exposto para todos. De acordo com relatório divulgado pelas empresas, We are Social e Hootsuite, entre a população brasileira, 62% são ativos nas redes sociais. A mídia mostra - de diferentes formas, pela publicidade, filmes, redes socias - imagens de corpos considerados ideais. Isso leva as pessoas a acreditarem em uma mentira, associada à juventude permanente e um corpo que se encaixa no molde já definido.
Evidentemente, a busca pelo padrão de beleza ainda é muito comum entre a população. Sendo assim, a causa de problemas emocionais, e até mesmo físicos. As principais consequências são os sintomas de ansiedade, estresse, entres outros. Um estudo realizado pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health, mostrou que as taxas de ansiedade e depressão entre jovens de 14 a 24 anos aumentaram 70%. Casos como anorexia, bulimia e compulsão alimentar tem se tornado mais evidentes com o passar do tempo. Esse são problemas notáveis que mostram como a influência da mídia pode afetar a vidas das pessoas.
Portanto, em vista dos fatos mencionado, medidas devem ser tomadas para resolução dessa problemática. Logo, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde deve investir na criação de programas, de modo virtual, nas escolas, bem como em outras áreas das comunidades, com a participação de psicólogos, que discutam o tema e suas problemáticas. Além, do uso da mídia como forma de conscientização sobre a aceitação e diversidade individual, que devem ser respeitadas e compreendidas. Para que, assim, no futuro, o conhecimento sobre o assunto e a melhoria na vida da população sejam cada vez mais ampliados.