O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 28/05/2021

Na Era Paleolítica o padrão feminino corporal era o excesso de peso, em destaque para as mamas e o ventre copiosos, representando a fecundidade e abastança que eram muito valorizados, sendo simbolizados pela estátua Vênus de Willendorf. Em contrapartida, no século XXI houve diversas mudanças e inovações, e um fortalecimento dos padrões estéticos, através da mídia e da sociedade, com cirurgias plásticas e dietas. A cobrança que o indivíduo possui para a perfeição corporal ocasiona um aumento no número de casos de transtornos e doenças mentais.

" O ser humano é aquilo que a educação faz dele “, essa ideologia foi estabelecida pelo filósofo Immanuel Kant, mostrando que é na escola que pode-se configurar relações éticas e morais. Porém, com negligência escolar de trabalhar com os alunos sobre a diversidade de belezas e biotipos, o que tem como consequência o aumento no número de casos de bullying com estudantes nas instituições de ensino, já que não é ensinado sobre as disparidades de biotipos existentes, nem sobre a aceitação corporal.

Para a indústria de consumo é mais fácil a padronização, por promover o consumismo desenfreado, com o uso de propagandas de remédio e suplementos, cirurgias plásticas e dietas que oferecem o  “corpo perfeito “, tendo como principal alvo os jovens por estarem em processo de socialização entre a fase de adolescência e a entrada na vida adulta. Sendo feita imposições pela sociedade,  aumentando a busca pela perfeição, oprimindo os que se encaixam no padrão imposto, gerando um aumento no número de casos de anorexia, disturbio alimentar, depressão, ansiedade e suícidios.

Portanto, é necessário que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) regule propagandas que incitem a adoção de padrões estéticos com uma maior rigidez, assim promovendo uma diversidade de aparências entre a população. O Ministério da Educação em parceria com escolas da rede pública e privada, realize projetos com psicólogos, para que levante questiomentos e debates sobre estigmas corporais, para que forme uma sociedade que compreenda que a singularidade da beleza está em seu aspecto plural e não na padronização.