O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 27/05/2021

O livro “A Ditadura da Beleza” de Augusto Cury, aborda a problemática do padrão de beleza imposto pela mídia, de forma que, por trás de uma obcessão pelo corpo perfeito e inalcançável, as mulheres desde a antiguidade, se martilizam e morrem em busca desse esteriótipo. Logo, surge a dúvida… Quanto a beleza vale?

É notório que desde os primórdios, a figura feminina é vista como um objeto sexual para os homens, acarretando não somente na pressão estética, como também na abertura para inseguranças com sua própria imagem. Com o passar dos anos, a imprensa e a internet se tornaram os principais meios para a proliferação dessa cultura que ensina pessoas a odiarem suas marcas, manchas, cicatrizes, e as incentivam a realizar procedimentos estéticos em todo o corpo, mesmo que isso lhes custe a vida.

O Brasil é líder mundial no ranking de cirúrgias plásticas, e segundo um estudo realizado pela Sociedade Internacional de Cirúrgia Plástica (ISAPS), desde 2010, 217.481 brasileiros se submetem a lipoaspiração a cada 365 dias, ou seja, quase 600 a cada 24h. Sem contar, outros procedimentos como rinoplastia, silicone ou harmonização facial, por exemplo.  Dentro desses casos, a cada 100.000 procedimentos, pelo menos 19 pessoas morrem. Ademais, grande parte ficam com sequelas ou insatisfeitas com o resultado.

Diante do exposto, é inegável que a internet, juntamente com a mídia, influenciam principalmente adolescentes. Logo, indústrias e marcas com maior visibilidade devem abraçar todos os tipos de beleza e apostar em modelos com diferentes corpos. Bem como, organizações com fundamentos de saúde estética, devem expor e alertar sobre os riscos desses procedimentos, somente assim, esse quadro pode ser revertido.