O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
O filme “O mínimo para viver”, é um drama americano de 2017, o qual retrata a vida de uma jovem mulher enquanto luta contra a anorexia, um distúrbio alimentar que leva a pessoa a ter imagens distorcidas de seu corpo, causando danos à saúde devido a perda excessiva de peso. Conquanto, tal prerrogativa tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o culto à padronização corporal no Brasil, de conformidade com o tema do filme, a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que cerca de 4,7% dos brasileiros sofre de distúrbios alimentares, no entanto, na adolescência, esse índice chega até a 10%. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar que a pressão estética é imposta todos os dias, de várias formas, principalmente para as mulheres, levando em consideração que o padrão estético é machista, racista, com recorte de classes e geracional, contudo, nem todas as mulheres sofrem opressão e preconceito pelo seu corpo, existe uma grande diferença entre o padrão de beleza imposto a uma mulher branca e o imposto a uma mulher negra, por exemplo. Nesse sentido, vale ressaltar que a preocupação com os padrões corporais tem se tornado cada vez mais precoçe para as mulheres, de tal forma que em 2016, na Irlanda, uma menina de 11 anos se suícidou por achar que não tem um “corpo ideal”.
Ademais, é fundamental apontar que a indústria de cosmético e da beleza é uma das mais lucrativas do mundo, visto que para a indústria do consumo é mais fácil padronizar os gostos, pois, assim, promovem o consumo desenfreado. Similarmente, a mídia, tem um poder muito forte nas representações sociais e está aliada ao sistema de consumo, contribuindo para que esses estereótipos sejam perpetuados. A priori, se aceitar é um processo evolutivo, é necessária a relexão sobre as representações corporais que nos são impostas diariamente, sendo mais flexíveis ao normal e nos libertando dessa visão limitada de beleza.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que os agentes sociais, adjunto à escolas, por itermédio de palestras e projetos, levantem debates e questionamentod acerca dos estigmas corporais. Paralelamente, é imperativo que a mídia, por sua vez, assuma a responsabilidade enquanto formadora de opinião e promova uma reflexão aprofundada e detalhada sobre o assunto. Assim, se consolidará uma sociedade mais respeitosa, evitando a pressão e comparação corporal.