O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 28/05/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a padronização corporal torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Consequentemente, trazendo problemas psicológicos aos indivíduos inseridos nesse contexto.

Em face dessa ideia inicial,  é importante analisar padrões corporais durante história. Na Idade Moderna, por exemplo, os indivíduos, em especial as mulheres, eram valorizadas pelas curvas acentuadas, sendo o traço marcante da sociedade. É fácil perceber, que esse conceito de beleza foi modificado e substituído pela ditadura da magreza quando alguém percebeu que poderia lucrar com isso. Prova disso é a quantidade grande de remédios vendidos para diminuir o apetite, os vários tipos de cirurgias plásticas e a própria moda, que tornam-se sonho de consumo da população.

Em segundo lugar, é preciso atentar que a padronização corporal pode levar à vários problemas psicológicos às pessoas inseridas nessa situação. Isso porque há uma “luta” para se encaixar no conceito de belo e quando não é atingido, nasce a frustração. Em seguida, problemas ainda mais sérios vêm à tona, como por exemplo a depressão, fazendo prejudicar a socialização desses indivíduos que tendem a cada vez mais sofrer a pressão de aceitar. Quanto à isso, é preciso que medidas sejam tomadas para reverter a situação.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, os meios de Comunicação de Massa que foram capazes de reforçar a ditadura de corpos, devem juntar-se  a ONGs para propagar a ideia de aceitação, e também o boicote aos padrões incitados pelo capitalismo, por meio de comerciais educativos ou programas relacionados para exaltar a heterogeneidade dos indivíduos. Sendo feito isso, alcançar-se-á o objetivo proposto.