O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 28/05/2021

Hodiernamente, nas sociedades ao redor do mundo, existe uma intensificação do culto ao corpo, onde a população experimenta uma crescente preocupação com a autoimagem e a estética. Por outras palavras, foi  Hollywood e a industria do cinema em geral, que ifluenciaram toda uma geração que se baseia em pessoas esteticamente perfeitas com zero defeitos.

Da mesma forma, isso leva a pensar que, a imagem dos jovens, e da juventude, está associada á aparência perfeita e ideal, o que contribui para doenças mentais que prejudicam os individuos que acham que não são de tal jeito ou maneira, como por exemplo: a depressão e a ansiedade, doenças que só vem crescendo nos últimos anos no país.

Em virtude disso, o consumismo desgovernado gerado  pela mídia, foca principalmente em adolescentes como seus alvos principais para as vendas, desenvolvendo modelos de roupas com esteriótipos, a indústria de cosméticos lançando a cada dia novos cremes, géis e maquiagens redutores para eliminar ou esconder as “formas indesejáveis” do corpo e a indústria farmacêutica faturando milhões com medicamentos que inibem o apetite, em função do culto a magreza. Só em 2009 a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica apresenta uma estimativa de que cerca de 130 mil crianças e adolescentes submeteram-se a operações plásticas.

Sendo assim, é necessário que o Ministério da Saúde, aliado às emissoras de televisão e editoras de revistas, iniciem medidas de combate a padrões de beleza inatingíveis, mostrando a beleza como ela é de verdade e sinalizar quando as imagens contiverem superedições e super photoshoppadas. Além disso o Ministério da Saúde pode também incentivar projetos que evidenciem a diversidade da beleza brasileira, pois, afinal, não existem pessoas feias, mas, sim, belezas diferentes.