O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 29/05/2021
Debate-se muito, correntemente, que o culto à padronização corporal tem afetado pessoas em larga escala, tanto homens quanto mulheres, estereótipo que está presente no Brasil e no mundo. Contudo, a pressão para obter um corpo ideal está instalado principalmente na porcentagem feminina da sociedade, onde é possível observar em mídias sociais, fotos de mulheres sendo sexualizadas, particularmente em comerciais televisivos, em que o objetivo essencial é aumentar, muita das vezes, a compra e venda de um produto.
Em virtude dos dados apresentados, uma pesquisa comissionada pela Dove, chamada “Há uma beleza nada convencional” mostra que 83% das mulheres se sentem precionadas para atingir um padrão de beleza ideal, e outros 63% acreditam que certo tipo de beleza é importante para obter uma vida bem sucedida. Pensamento esse agravado particularmente pelas influências digitais, em que as pessoas se inspiram cada vez mais nos corpos de modelos e atrizes que são considerados sinônimos da beleza brasileira, como Bruna Marquezine, Marina Ruy Barbosa e Taís Araújo.
Diante disso, as pessoas, no intuito de atingir esse parâmetro de pefeição acabam por desenvolver transtornos alimentares, como, anorexia (onde a pessoa tem uma visão distorcida de seu corpo, criando uma obsessão por seu peso e aquilo que come), bulimia (marcado por compulsão, seguido de métodos para evitar o ganho de peso) e vigorexia (caracterizada pela preocupação constante em não ser suficientemente musculoso).
É indispensável, portanto, a criação de medidas para combater a padronização corporal e os danos a saúde. Mais precisamente, cabe à mídia interferir na propagação de corpos ideais, lançando propagandas com pessoas de diferentes físicos, mostrando a importância de respeitar a diferença do corpo e, assim, atenuar os estereótipos de que apenas quem apresenta um corpo magro será aceito na sociedade. Ademais, o Ministério da Saúde deve, em parceria com médicos e psicólogos, promover campanhas sociais, atendendo pessoas e identificando as que possam apresentar problemas de saúde decorrentes de uma idealização corporal. Dessa maneira, o culto à forma não será tão importante e valorizada quanto os principios e valores humanos.