O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 29/05/2021
No livro “Utopia” de Thomas More, é exposto um ambiente perfeito no qual a consciência coletiva e eficiência do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que o culto à padronização corporal no Brasil apresenta um obstáculo para uma comunidade alienada e inerte como a brasileira. Nesse sentido, em virtude do corpo ideal e perfeito demonstrado na internet, os transtornos alimentares são intensificados.
Em primeira análise, é válido reconhecer a influência das redes sociais como um fator crucial para esse entrave. Hodiernamente, é comum ver na internet a valorização de um corpo definido e sem gordura, sendo que, as pessoas que não se adequam a esse padrão são criticadas. Segundo uma pesquisa realizada pela Edelman Intelligence, mais de 80% das mulheres se sentem influenciadas a atingir um padrão de beleza.
Em consequência disso, nota-se um aumento significativo dos transtornos alimentares. A anorexia e a bulimia são os principais tipos de transtornos desenvolvidos, e ambos visam evitar o ganho de peso. A baixa autoestima e a busca por uma boa imagem corporal traz riscos a saúde, podendo em alguns casos, levar a óbito.
Levando-se em conta o que foi observado, é mister que o Ministério da Saúde garanta, por meio de verbas públicas, acompanhamento psicológico às pessoas que sofrem de transtorno alimentar. Ademais, que as Escolas promovam palestras, ministradas por especialistas, com a intenção de eliminar os esteriótipos. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa.