O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
É definido como padrão, tudo aquilo em que se é baseado para a construção de um modelo a ser seguido. Uma das questões que mais vêm sendo abordadas na atualidade é a padronização de corpos, principalmente os femininos, devido à grande pressão estética pregada e perpetuada pela sociedade patriarcal.
Primeiramente, é preciso detalhar sobre como a pressão estética e a construção de um padrão corporal afeta a sociedade e especificamente as mulheres. Um exemplo crítico acerca da padronização da beleza é a música “Pretty Hurts”, da artista norte-americana Beyoncé, cujo trecho “A perfeição é a doença da nação”, faz uma relação com as causas dessa problemática. A busca incessante pelo corpo perfeito pode gerar consequências graves como transtornos psicológicos, além de transtornos alimentares tais como anorexia, bulimia e vigorexia.
Ademais, ainda analisando a letra de “Pretty Hurts”, a artista destaca o papel da mídia na perpetuação de um padrão estético onde “A moda diz que mais magra é melhor”. Além disso, pesquisas feitas pela Endeman Intelligence apontam que 83% das mulheres brasileiras entrevistadas se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza, e isso serve apenas para confirmar a tese de que grande parcela da culpa desse fato está no que é transmitido através da mídia para o público, na idealização do corpo perfeito, a romantização da magreza e a falta de representatividade, que acabam por gerar certa frustração nas pessoas consideradas ‘fora do padrão’ fazendo-as se sentirem erradas e obrigadas a se encaixarem no mesmo.
Diante do exposto, para findar com o culto ao padrão estético de beleza, é preciso que os veículos midiáticos atuem na desconstrução dessa padronização através da inserção de corpos de diferentes tipos, abrangendo diversos setores, para que a população se sinta genuinamente representada, pois através disso pode-se estruturar um caminho para moldar uma sociedade mais consciente e tolerante.