O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 29/05/2021

Por volta dos anos 40, Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor eram consideradas ícones femininos com suas curvas acentuadas e seus cabelos cacheados. Porém hoje, a mídia e a sociedade promovem outra espécie de padrão de beleza nada saudável, diferente do padrão natural da época, desde silicone, cirurgia estética e dietas radicais que podem ser prejudiciais à saúde.

Sabe-se que muitas pessoas famosas passam por esses tratamentos caros para tentar atingir um padrão de beleza imposto pelos veículos de mídia, e em alguns casos isso causa danos colaterais como a modelo Denise Queiroz que teve complicações e acabou ficando com o rosto torto ao fazer harmonização facial. Já o silicone, dificilmente um procedimento que deu errado possa ser irreversível, porém há muitos casos de silicones que deram errado, geralmente o corpo rejeita o implante e ele tem de ser trocado urgentemente para evitar danos maiores. Todos que querem atingir o corpo ‘‘perfeito’’ estão sujeitos a esses riscos e muitas vezes nem sabem disso.

Outro ponto que não se pode esquecer é que Boa parte das pessoas que querem seguir esse estigma, apelam para as dietas algumas são seguidas por nutricionistas e devidamente orientadas e outras são feitas por conta própria, o que é estritamente não aconselhável já que são muito mais fáceis de dar errado, e muitas pessoas obstinadas a seguir esse objetivo podem desenvolver doenças como anorexia, um exemplo é a modelo Isabella Fiorentino que prestou entrevistas para diversos jornais falando sobre como foi lidar com a anorexia enquanto buscava um corpo ‘‘perfeito’’.

Concluímos que para que esses problemas sejam minimizados, as pessoas tem que saber os riscos e se realmente valeria a pena. Nesse caso campanhas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde poderiam ser feitas para avisar a população e também palestras poderiam ser dadas a partir do ensino médio pois é quando esses problemas surgem junto com a maturidade do indivíduo.