O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 30/05/2021

Na antiga Grécia, surge a ideia de corpo ideal definido entre a harmonia e proporção entre as partes, sendo identificado como um ser de beleza. De maneira analóga, percebe-se que, em pleno século XXI, ainda que muitos preconceitos já têm sidos discutidos, a realidade brasileira nota-se com o mesmo impasse no que diz respeito à padronização corporal. Diante disso, existem fatores que favorecem essa problemática, como as redes sociais que possuem grande poder de influência, além dos impactos físicos e mentais que esse oferece.

Em primeiro plano, verifica-se que as redes sociais é um impecilho presente. Nesse sentido, entende-se que isso se deve ao fato de que tudo que é postado e divulgado, na maioria das vezes não é a realidade, gerando uma pressão nas pessoas, que acham que não se encaixam nesse padrão de corpo perfeito. Prova disso é a pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, na qual registrou cerca de quase 1,5 milhão de procedimentos estéticos feitos. Desse modo, fica explícito que os meios digitais auxiliam a disseminar esse entrave no Brasil.

Além disso, os efeitos físicos e mentais ainda são um grande impasse para a resolução da problemática. É evidente os excessivos tutoriais de dietas, consumo de anabolizantes, algumas intervenções cirúrgicas e até problemas psicológicos, ilustrando, de modo latente, a realidade preocupante na contemporaneidade. Nesse sentido, George Orwell diz: “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, é possível ver veracidade nessas palavras que auxiliam na propagação desse impasse.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Destarte, o  governo federal deveria impor na agenda escolar uma meta de realização de palestras com psicólogos nas escolas, no intuito de alertar os alunos a passarem a enxergar os cuidados com o corpo de maneira mais racional e saudável. Também, as redes sociais devem criar diretrizes que visem promover o bem estar social mostrando que nem tudo é real.