O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/05/2021

Desde os tempos antigos, a ideia de se manter saudável em um corpo são foi defendida. Porém, em exposta do século XXI, esse ensino parece cada vez mais distante, pois em uma sociedade de consumo que “vende” como imagens perfeitas de ideais, pois as pessoas naturalmente terão de consequências físicas e psicológicas prejudiciais. Portanto, a busca constante pelos padrões exigidos pela sociedade moderna muitas vezes extrapola o escopo e prejudica a própria saúde.

Nesse sentido, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil é o país com maior número de cirurgias estéticas no mundo. Mulheres e homens são apuros a cirurgias e tratamentos invasivos para buscar os limites de seus corpos, o que pode causar danos reais e levar à morte. Além da cirurgia, eles também usam esteroides anabolizantes sem escrúpulos, principalmente os jovens, ea dieta mágica que veem nas redes sociais todos os dias. Entre os casos vários, vale citar a modelo Andressa Urach, que sofreu uma infecção grave devido a complicações decorrentes do uso abusivo de determinada substância. Além disso, as cirurgias podem ser feitas em qualquer lugar porque são mais baratas, assim como os brasileiros que vão para a Venezuela, muitos deles coletados de algum tipo de complicação ou até morrem.

Ademais, a adaptação a um determinado padrão é uma violência mascarada. Isso ocorre porque, para muitas pessoas, o próprio corpo é uma prisão. Até mesmo o bullying geralmente se deve à aparência e os tipos de discriminação estereotipada. Essa abordagem também é uma forma de preconceito, nesse preconceito tem um grupo que é inconsciente, ou seja, gordos são doentes e magros são saudáveis. No entanto, segundo reportagem da revista Exame, pode enganar, pois apenas 34% dos obesos diz de doenças relacionadas ao peso. Nesse sentido, o não pertencimento a um grupo pode acarretar danos psicológicos, como a depressão, pois a rejeição coletiva impedirá a aceitação individual e, em alguns casos, pode levar ao suicídio.

Portanto, é importante discutir este assunto para evitar doenças físicas e mentais. Para tanto, o Ministério da Saúde e o MEC podem promover palestras em locais públicos, como postos de saúde e escolas, para desvendar estereótipos relacionados à aparência e saúde. Além disso, nas escolas, os professores devem trabalhar com psicólogos para resolver esse problema, os mais diversos tipos de corpos ao longo do tempo, para que os alunos entendam que a moda de cada época vai passar, mas todos devem ser respeitados.