O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/05/2021

Sabe-se que nenhuma outra época enalteceu tanto a beleza da mulher, quanto no Renascimento, com suas pinturas sedutoras com corpo à mostra, e quadros de mulheres exibindo cabelos longos e formas avantajadas. Em seguida os padrões não foram erradicados, mas sim modificados, e está presente até os dias atuais, porém os caminhos para se enquadrar nesses modelos, podem ocasionar malefícios à saúde, tanto física, podendo até levar o sujeito á óbito, quanto psicológicamente, acarretando em transtornos emocionais.

É importante dizer que existem padrões tanto para os homens, quanto para as mulheres, entretanto vale ressaltar que indivíduos do sexo feminino, se sentem mais cobrados. As mulheres são bombardeadas diariamente com propagandas sugerindo produtos, receitas e procedimentos que supostamente, vão ajudá-las a se enquadrar nesse padrão, esses produtos na maioria das vezes são aderidos, já que a procura da aceitação no meio social e o aumento da autoestima, são os principais fatores na busca por esses procedimentos.

Convém lembrar que ao se submeter a certos tratamentos, há possibilidade de custar sua vida, como a lipoaspiração, uma cirurgia estética que promete remover gorduras de diversos lugares do corpo, e que possui o maior número de mortes entre os procedimentos, totalmente tentador para mulheres que tem a autoestima baixa. Com base nos balanços da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica(Isaps), a quantidade de brasileiros que fazem a cirurgia é de 596 a cada 24 horas.

Em virtude dos fatos mencionados, o Ministério da Saúde do Brasil deve organizar palestras com psicólogos na mídia e redes sociais, incentivando o amor próprio e o cuidado com a saúde mental, além da importância de reconhecer limites em dietas exercícios e etc. E em escolas públicas e privadas, para pais e alunos, com o intuito de gerar esse debate entre pré adolescentes e seus responsáveis, em função de estarem preparados para saber como lidar com a auto aceitação.