O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 30/05/2021

As mídias, tanto televisivas quanto sociais, têm mostrado com frequência que o Brasil sofre inúmeros problemas relacionados ao culto à padronização do corpo. Os principais fatores que contribuem para essa problemática é constante divulgação de corpos idealizados como se fossem o padrão correto a se seguir. Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver a situação.

Primeiramente, é importante ressaltar que a influência dos aspectos socioculturais corrobora de forma intensiva para o entrave. Nessa lógica, pode-se citar o sociólogo francês, Émile Durkheim, que afirma que o homem, mais do que um formador da sociedade, é um produto dela. De fato, a ação do indivíduo referente a busca de um “corpo perfeito” resulta de um pensamento coletivo errôneo, visto que esse endeusamento ao corpo musculoso como se esse fosse o padrão que todos devem seguir é causado pela mídia que relaciona a felicidade a ter um corpo grande e desenvolvido e tudo abaixo dessa padrão é ruim. Assim, urge que a base sociocultural seja revista para que o comportamento do indivíduo contemporâneo mude.

Além disso, verifica-se que a insuficiência legislativa é também fator pontual para a continuidade do problema. Segundo o Jornal Estadão, em uma matéria de 2019, o excesso de leis feitas no Brasil prejudica os processos. Isso porque, há muitos atos normativos que, na maioria das vezes, não tratam especificamente da matéria, somente autorregulam. Em se tratando de questões como a divulgação de produtos para malhação exagerada  determinando de maneira mentirosa de que é uma obrigação a todas pessoas terem um corpo musculoso , legislação é, de fato, insuficiente, no sentido de que não pune os responsáveis com a rigidez que se espera de algo tão nocivo à sociedade. Desse modo, é incabível que um país constitucionalmente democrático deixe de cumprir sua função legisladora e permita que problemas como esse continuem a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de propagandas concientisem as pessoas da não exigencia de se ter um corpo definido e nao cometer loucuras buscando essa idealização. Assim, se consolidará uma sociedade mais feliz e tranquila, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke