O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
A definição do padrão de beleza acompanhou os humanos desde o início, assim como na Grécia antiga, quando o valor do corpo esportivo era fortemente promovido. Porém, na contemporaneidade, o desenvolvimento da tecnologia de informação tem acarretado um aumento significativo de divulgação e de cobrança por modelos estéticos, causando alguns transtornos aos indivíduos que fogem a esses padrões. Fatores educacionais e culturais expressam a urgência de mudança nessa situação.
Em primeiro lugar, é importante apontar o descaso acadêmico com o método da disciplina. Sob o disfarce do pensamento de Kant, o homem é a influência da educação sobre ele, diretamente influenciada por sua educação estudantil. No entanto, as escolas brasileiras não participaram do debate sobre a importância da diversidade da beleza e da aceitação pessoal, incentivando a padronização física no país. Este fato pode ser confirmado pela indiferença dos alunos diante dos inúmeros incidentes de bullying em sala de aula relacionados aos padrões estéticos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão, por exemplo, atinge 12 milhões de brasileiros. Infelizmente, com a propagação de estilos ideais de beleza, até por conta dos desfiles de moda, muitas pessoas não se veem representadas e se frustram por consequência. Outro problema é o surgimento dos temidos transtornos alimentares. Casos como anorexia e bulimia mexem demais com a estrutura das pessoas, que tentam se moldar de acordo com um padrão preestabelecido.
Além disso, busca um corpo perfeito e consolidado nos valores culturais brasileiros. Segundo pesquisa da marca de cosméticos Dove, o Brasil é mundialmente conhecido por sua beleza feminina, fase em que é constantemente obrigado a atender aos padrões estabelecidos. A pesquisa mostra que a proporção de mulheres no país que se sentem precionadas é maior do que a média global no alcance a figura ideal. Nesse sentido, a exigência do estereótipo de beleza está relacionada à identidade nacional com um forte culto à padronização estética.
Portanto, é bem conhecida a influência de fatores educacionais e culturais nos problemas acima mencionados. No entanto, cabe as escolas chegar a um acordo com ONG’s (Organizações Não Governamentais) da área para orientar o público sobre a relevância da aceitação pessoal. A ideia é desconstruir os padrões de criação e promover a diversidade da mulher por meio de palestras e debates em sala de aula, além de campanhas na internet e na rua. Ao mesmo tempo, ao formar novos comportamentos e opiniões, a mídia deve desenvolver projetos que divulguem a heterogeneidade estética existente no país. Essa medida deve veicular anúncios educacionais sobre o tema na mídia e na TV, a fim de superar os ideais de beleza e garantir a harmonia da sociedade brasileira.